terça-feira, 12 de março de 2013

Energia limpa para empilhadeiras



Empilhadeira movida a hidrogênio

Ao considerar o impacto ambiental das empilhadeiras, observe toda cadeia de suprimentos, da fonte de energia ao ponto de uso


Hoje, quando se trata de escolher o tipo de energia da empilhadeira, contamos com várias opções emergentes,
além de opções tradicionais, como eletricidade ou gás. É importante que os compradores fiquem cientes das
alternativas e entendam as diferenças entre as tecnologias. Ao optar por uma determinada energia, os compradores
precisam considerar parâmetros básicos como custo, desempenho, aplicação, benefícios operacionais, impacto ambiental, adequação regulamentadora e o rápido índice de mudanças tecnológicas, tanto relacionado às novas capacidades quanto a potencial obsolescência. Por isso, não se deve deixar de considerar o verdadeiro impacto ambiental na cadeia de suprimentos total, desde a fonte de energia até o ponto de uso.

Com o movimento verde se enraizando, as grandes empresas estão dedicando recursos significantes para calcular e reduzir suas emissões de carbono por meio de atividades relacionadas a reciclagem,
redução de resíduos, conservação de energia e adoção de processos mais limpos.
Com a elevação dos níveis de conscientização em torno da eficiência e economia de energia, está claro que vários fatores determinarão os próximos passos no mundo acelerado da tecnologia da energia motora.
Combustíveis mais limpos, legislação para negócios e coberturas, energia renovável, motores mais eficientes, células de combustível e tecnologias avançadas de baterias, são apenas alguns aspectos com o potencial para introduzir a mudança nos próximos cinco anos no setor de empilhadeiras
industriais. Embora o GLP, diesel e baterias de chumbo ainda acionem a maioria das frotas de empilhadeiras, a próxima década trará novas fontes de energia.

Retorno sobre investimento e impacto do carbono

Escolher uma fonte de energia para empilhadeiras requer uma comparação da importância relativa de vários fatores, alguns variando de uma fonte para outra. Ao considerar custos, é importante ter em mente os gastos totais do ciclo de vida da empilhadeira associados à tecnologia, manutenção anual,
energia consumível e infraestrutura de suporte, como carregadores e postos de ressuprimentos. Os custos iniciais de muitas novas tecnologias podem ser altos, mas uma criteriosa revisão das
implicações do custo de propriedade do ciclo de vida geral esperado oferece uma melhor perspectiva da economia. As regulamentações ambientais provavelmente aumentarão de importância como fator na escolha de energia para empilhadeiras. Emissões de carbono consideram o impacto de todo ciclo da vida sobre o ambiente, particularmente o gás estufa resultante do consumo de energia. Uma análise ambiental completa das fontes de energia deveria considerar tanto a implicação de atender as  necessidades de emissão do motor quanto o impacto sobre as emissões de carbono.
Ao avaliar o impacto ambiental de uma tecnologia de energia, deve-se considerar tanto a emissão no ponto de uso da empilhadeira, bem como as emissões no ponto de produção e entrega de energia. Embora o consumo de hidrogênio, atualmente, não seja um fator no cálculo da emissão de carbono
do usuário de empilhadeira, isso pode mudar muito com a evolução das regulamentações
ambientais. O impacto do carbono de hidrogênio para muitas aplicações é menos favorável que os eletrodos da bateria devido aos primeiros estágios de distribuição da infraestrutura de hidrogênio. Conforme esses se desenvolvem, o mesmo poderia ocorrer para um modelo ambiental mais favorável. Com as atuais infraestruturas e distribuição, as tecnologias avançadas de bateria usando a grade elétrica para distribuição emite pouco carbono.

Uma visão para o futuro

O campo da armazenagem e entrega de energia passa, atualmente, por um rápido avanço tecnológico conforme forças regulamentadoras, de mercado e ambientais que estão direcionando várias tecnologias promissoras para seus respectivos caminhos de desenvolvimento.
Essas incluem tecnologias, como:
• Inovações de materiais na química das baterias;
• Ultracapacitores que armazenam energia melhorada;
• Ultracapacitores híbridos– baterias;
• Combustão de hidrogênio;
• Unidades de estocagem de energia em fibra de carbono.

É importante para os compradores de empilhadeiras entenderem as compensações entre as várias tecnologias existentes e emergentes para tomar decisões. Os compradores de empilhadeiras  considerarão custos, desempenho, benefícios operacionais e o impacto ambiental. Gerenciar a emissão
de carbono, por meio da adoção de tecnologias eficientes de combustível, será uma exigência tanto do impacto econômico quanto ambiental.
Embora ainda não estejam claras quais as tecnologias emergentes terão domínio, aparentemente, a próxima década terá grandes desenvolvimentos.
Para tirar vantagem é importante monitorar esses avanços devido às inovações energéticas não terem apenas benefícios operacionais para a indústria de empilhadeiras já que também nos permitirão reduzir o consumo geral de energia e/ou dependência de fontes de energia volátil, bem como preparar o
mundo para um futuro mais sustentável.

Células de combustível de hidrogênio

A aplicação comercial das células de combustível de hidrogênio em empilhadeiras está atualmente acontecendo em vários lugares. Diferente de uma bateria, a qual deve ser carregada  após uso, uma célula de combustível de corrente elétrica continua, desde que exista um constante suprimento de
combustível de hidrogênio e oxigênio.
Um curto tempo de ressuprimentos de apenas alguns minutos torna a frota movida a célula de  combustível de hidrogênio, ideal para operações que trabalham constantemente.
Embora as células de combustível sejam fontes de energia mais amplamente comercializadas entre as tecnologias emergentes, existem alguns pontos a considerar antes de converter uma frota para hidrogênio. As células de  combustível de hidrogênio estão se tornando mais eficientes e são 100% ecológicas.
Contudo, no cálculo ambiental total, é necessário pensar de onde veio o hidrogênio, o custo de distribuição econômico e as emissões de carbono.


Vantagens
Desvantagens
Zero emissão no ponto de uso;

Rápido ressuprimento;

Potencial para aumento da produtividade;

Estoque de baterias reduzido;

Potencial para eliminar equipamento de troca de bateria, espaço e pessoal;

Voltagem e desempenho da empilhadeira  permanecem estáveis durante o turno.
Investimento de capital inicial, tanto nos custos da empilhadeira quanto na infraestrutura;

Esse tipo de energia não é facilmente encontrado;

Pacotes de células de combustíveis ainda não estão disponíveis para todos os tipos de empilhadeiras, tornando o desdobramento de toda
frota mais difícil.


Baterias de íons de lítio

Empilhadeira movida a baterias de íons de lítio


A mais promissora família de química de baterias, em termos de melhoria do tempo de recarga e alta densidade de energia, são as de íons de lítio. Existem duas abordagens gerais : uma de formato maior,
que inclui materiais avançados baseados no nano para melhoria do desempenho e segurança; e outra de célula menor, que combina grandes quantidade de células de comodities usando uma química convencional,
mas depende de uma eletrônica sofisticada para garantir a segurança.
Embora o formato maior da nano química prometa tempo de carga superior, ela é mais cara e de longo prazo no horizonte de planejamento. Ambas as abordagens para o custo dos íons de lítio se multiplicam mais que as baterias de ácido de chumbo, porém a vida mais longa e a manutenção zero oferecem a
possibilidade de custos favoráveis, no ciclo de vida total do equipamento.

Vantagens
Desvantagens
Tempo curto de recarga;

Densidade de energia mais alta;

Emissão de carbono reduzida;

Adequado para frotas menores e uma gama de aplicações e tipos de veículos.
Alto custo inicial;

Peso significantemente menor afeta a necessidade de empilhadeira contrabalançada;

Comercialização no estágio inicial para energia motora.


Ácido de chumbo

Muitas pesquisas e desenvolvimentos estão focados na melhoria da atual tecnologia de baterias com célula de ácido de chumbo molhada. Novas tecnologias incluem revestimentos de chumbo puro, carbono chumbo e carbono – grafite. Essas baterias com “lead times” potencialmente mais curtos para
uso comercial em empilhadeiras compartilham as vantagens de serem baseados na tecnologia  existente.
Com tamanho e peso comparável com as baterias de ácido de chumbo normal, as baterias de ácido de chumbo avançadas poderiam ser usadas como substituições nas empilhadeiras elétricas existentes
e não deveriam requerer investimentos substanciais em infraestruturas adicionais ou preparações de carga.


Vantagens
Desvantagens
Tempo curto de carga;

Ciclo de vida maior;
Dimensões padrão, alternativa de plug-and-play para
baterias de ácido de chumbo;

Custo mais baixo do que as alternativas de íons de lítio;

Compartilhar alto índice de potencial de reciclagem com baterias de ácido de chumbo existentes.




Tecnologia nova, somente agora entrando na energia motora.


Baterias híbridas

Há opções de empilhadeiras alimentadas por energia comum, o que abre caminho para formas inteligentes de consumo de combustível

Como na indústria automotiva, a bateria que poderá ser usada em uma empilhadeira provavelmente será híbrida níquel metal (Ni-MH) ou íons de lítio (li-ion). A consequência será a redução do consumo de combustível e das emissões de carbono do motor, inclusive durante períodos de ociosidade. Esses
benefícios provavelmente vêm com um aumento nos custos iniciais do veículo, os quais precisariam ser faturados na análise de custos do ciclo de vida total.
Considerando que empilhadeiras totalmente elétricas já são comuns no mercado com muitos potenciais de melhoria na tecnologia das baterias no horizonte, os benefícios das baterias híbridas poderão competir com empilhadeiras totalmente elétricas.


Vantagens
Desvantagens
Consumo de energia reduzido;

Emissões reduzidas;

Ressuprimento rápido.


Custo inicial mais alto.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Capacitação: uma questão fundamental na área de logística

A escassez de mão de obra atinge 71% das companhias no Brasil, de acordo com o 7º Estudo Anual sobre a Escassez de Talentos, realizado recentemente pela ManpowerGroup, empresa de soluções em gestão e contratação de pessoas. Os resultados mostram também que em 2010 o índice foi de 64%, e em 2011, de 57%. A pesquisa revela, ainda, que um em cada três empregadores (34%) no mundo estão tendo dificuldades para preencher cargos. E a explicação, embora seja óbvia – o cenário de contratações atual é o oposto ao de alguns anos atrás em que faltava emprego e sobravam pessoas, não indica o caminho para a solução se não houver uma melhor análise da situação: a falta de profissionais qualificados.

Entre os setores afetados pela escassez de talentos está o de logística, que movimenta mais de US$ 180 bilhões por ano no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Logística (ABRALOG). Responsável pelo planejamento, organização, transporte e distribuição de bens e serviços, além de controle e realização de outras tarefas associadas à armazenagem, o segmento enfrenta o desafio de formar profissionais que atendam às necessidades das indústrias, empresas de transporte, operadoras logísticas e de varejo.

Afinal, a amplitude e complexidade inerente à área – o profissional deve estar conectado a diversos conhecimentos – reforçam, ainda mais, a escassez de mão de obra no setor. Por outro lado, com o crescimento de até 5% do segmento de logística do Brasil ao ano (dados da ABRALOG), surge uma oportunidade singular para instituições brasileiras de ensino superior: a de proporcionar o conhecimento multissetorial, que combina conceitos aprofundados de administração, economia, transporte e engenharia de produção, entre outros, para suprir a demanda do mercado.

Enquanto isso, deixar cargos não preenchidos está fora de questão e as empresas não devem ficar alheias à qualificação profissional. Para superar a escassez de talentos, cabe à iniciativa privada encontrar soluções que minimizem os déficits e preencham as lacunas de habilidades específicas. No entanto, é importante lembrar que a falta de competências técnicas e a falta de experiência são obstáculos a serem superados em todo o mundo.

Para reverter esse cenário, companhias globais estão investindo em treinamentos e capacitação para os funcionários, fazendo pesquisas e escolhendo pessoas sem as habilidades necessárias, mas com potencial para aprender e crescer. Boa parte delas focam mais na retenção de talentos no caso de vagas cuja seleção é mais difícil, e outros oferecem salários e benefícios diferenciados.

O aumento dos treinamentos proporcionados por empresas demonstra que atualmente os colaboradores têm mais oportunidades de assumir novos postos, o que demanda mais sofisticação, conhecimento e habilidades, exigindo que os profissionais adotem uma mentalidade de aprendizado contínuo para manter suas aptidões atualizadas.

Além de desobstruir os gargalos de mão de obra existentes no segmento, a capacitação profissional é fundamental para atender as demandas de logística no Brasil, principalmente com os eventos esportivos – Copa do Mundo e Olimpíadas que o País sediará, e para acompanhar o crescimento da economia, muito pautado atualmente na democratização da Internet e compras online, o que tem exigido dos profissionais processos mais assertivos e eficientes.


Hamilton Picolotti – presidente da Confenar - Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição


Fonte: http://www.logweb.com.br/novo/conteudo/artigo/31074/capacitacao-uma-questao-fundamental-na-area-de-logistica/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A revolução da computação em nuvem na logística




Artigo escrito por WAGNER TADEU RODRIGUES
A fim de responder à volatilidade crescente da demanda dos clientes e dar condições de mercado, que no atual ambiente de negócios se encontra em rápida evolução, a maioria das empresas está se esforçando para operar uma cadeia de suprimentos mais dinâmica. Como as cadeias de abastecimento estão cada vez mais alimentadas pela Tecnologia da Informação, baseadas em TI flexíveis, as soluções automatizadas são uma parte cada vez mais importante de um projeto de cadeia de suprimentos. Neste contexto, não é nenhuma surpresa que o tema da Cloud Computing comece a gerar grande interesse.
A modalidade Cloud Computing promete permitir uma ampla gama de capacidades, e ainda que o seu uso potencial seja excepcionalmente amplo, é difícil de prever o futuro. O certo é que nos próximos anos ela irá reformular radicalmente como a capacidade de computação é fornecida e gerenciada, como a informação é controlada e como a economia é gerada pela TI na cadeia de abastecimento.
Ao avaliar o potencial da computação em nuvem, os executivos de logística enfrentam um conjunto diferente de desafios em outras funções de negócios. Especificamente, eles vão ter que pagar um preço diante de várias mudanças fundamentais que a adoção da computação em nuvem irá conduzir na logística. Dentre elas, o surgimento de novos concorrentes. A computação em nuvem tem o potencial de permitir a criação de empresas a estabelecer-se em um curto período de tempo sem investimentos significativos em infraestrutura, prejudicando o cenário competitivo estabelecido.
O ritmo em que novos geradores de receitas de produtos e serviços são introduzidos colocou pressão crescente sobre as cadeias de fornecimento nos últimos anos. A Cloud Computing vai acelerar ainda mais esse ritmo.
Em larga escala de transformação, novas ameaças competitivas e encurtamento de ciclos de vida de produtos e serviços irão conduzir as empresas tradicionais com cadeias de infraestrutura intensiva de abastecimento, reinventando-se através da adoção de soluções baseadas em cloud para aumentar a competitividade. Como resultado, as cadeias de abastecimento se tornarão mais dinâmicas, mais escaláveis e capazes de suportar os objetivos financeiros de conselheiros e acionistas.
No entanto, a promessa da computação em nuvem também levanta preocupações e os riscos que os executivos devem ter em conta na formulação de suas estratégias. Estes incluem a colaboração e o ecossistema de parceiros. Poucas empresas têm controle para possuir ou operar a sua cadeia de abastecimento internamente. Assim, decisões sobre o uso de tecnologia de nuvem pode envolver vários parceiros, criando complexidades e sensibilidades entre as organizações participantes.
A essência competitiva é outro tópico. Para se diferenciar no mercado e ganhar vantagem competitiva, as empresas de alto desempenho usam o gerenciamento da cadeia de fornecimento sofisticado e eficaz. Então, elas devem estabelecer como podem desenvolver aplicações reutilizáveis e processos que não são especificamente personalizados para o seu negócio.
E quando o assunto é cloud, um dos temas mais discutidos é a segurança. Se operando em infraestruturas tradicionais ou nuvem as empresas têm necessidade absoluta de proteger os seus produtos e clientes, para muitos a possibilidade de sumir dados pode levar a perda de propriedade intelectual, de produtos, de clientes e de negócios. Assim, a segurança é uma preocupação primordial.
Aproximando-se do ponto de inflexão
Dadas estas considerações, não é surpreendente que as empresas estão se movendo relativamente com cautela para usar as tecnologias de nuvem em suas cadeias de suprimentos. No entanto, estudos em vários setores mostram que o interesse pelo potencial do cloud computing nas cadeias de abastecimento já é forte.
Nos Estados Unidos, uma pesquisa do Gartner no setor de varejo revela que os contratos da cadeia de suprimentos e de pontos de atendimento perdem apenas para o CRM como um processo orientado para a nuvem, do tipo de software como serviço (SaaS).
Não demorará muito para que este alto nível de interesse em SaaS na cadeia de suprimentos avance para adoção crescente de serviços baseados em nuvem. Historicamente, as operações da cadeia de suprimentos têm provado ser hábeis em adotar soluções tecnológicas inovadoras, e a nuvem não será exceção.
Com investimento já comprometido em infraestrutura de TI, esta década verá cadeias de abastecimento aumentarem as soluções existentes com novas tecnologias que melhoram ainda mais a sua velocidade e flexibilidade. Até a atualidade, estas inovações incluíram o Código de Barras, RFID, aplicações móveis e análises avançadas.
A computação em nuvem provavelmente representa o próximo passo nesta progressão. Quando isso acontecer, a modalidade de cloud vai levar a uma revolução na maneira de como os serviços da cadeia de suprimentos serão fornecidos, afastando-se dos tradicionais modelos contratados, terceirizados com mais flexibilidade e baseados em eventos modelos.

Wagner Tadeu Rodrigues
Presidente da Store Automação
wagner-tadeu.rodrigues@storeautomacao.com.br
(11) 3087-4400
 Fonte: http://www.tecnologistica.com.br/artigos/a-revolucao-da-computacao-em-nuvem-na-logistica/

domingo, 13 de janeiro de 2013

Amortecedor pode aumentar em 26% o cansaço do motorista



As empresas estão percebendo que a eficiência do transporte rodoviário de carga está atrelada a qualidade de vida do motorista. Seja com a criação da lei que regulamenta a profissão ou por iniciativa das próprias transportadoras, mudanças estão sendo feitas para melhorar a rotina de trabalho e reduzir riscos de acidentes. Nesse pacote, inclui-se também o cuidado com a gestão dos veículos. Um estudo desenvolvido pela Monroe, fabricante de amortecedores, indica que a troca periódica da peça poder reduzir o cansaço da viagem.
De acordo com os dados, um amortecedor com 50% de eficiência aumenta em 26% o cansaço dos motoristas. No caso dos veículos de carga, em que há variação constante de peso, os resultados podem variar para mais ou para menos. O estudo também identificou que amortecedores desgastados podem aumentar as oscilações do feixe de luz do farol e ofuscar a visão do condutor que trafega sobre a via contrária.
Problemas de frenagem também foram apontados pelo estudo. Segundo a Monroe, uma peça desgastada ou recondicionada pode comprometer a capacidade de frenagem do veículo, aumentando em mais de 2,5 metros o espaço necessário para frear, caso esteja em uma velocidade de 80 quilômetros por hora.
Para Juliano Caretta, coordenador de treinamento da empresa, além da segurança, a falta de revisão preventiva de amortecedores pode provocar o desgaste prematuro dos pneus, risco de aquaplanagem e perda de estabilidade, diminuindo o controle em curvas e em pavimentos irregulares, o que oferece riscos tanto para o condutor quanto para a carga.
por Mauricio MirandaIMAM
Fonte:  http://www.imam.com.br/revistaintralogistica/logistica-sustentavel/html/2/category/category/itemlist

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A síndrome do fim de mês


(*) Reinaldo Moura                                                                                                                     
Por que os últimos dias do mês causam tanto estresse e correria?
A expressão “síndrome do fim de mês” é muito comum para todos os profissionais da cadeia de abastecimento, estejam eles trabalhando no recebimento, no PPCP (planejamento, programação e controle da produção) ou até mesmo na expedição de quaisquer produtos.
Por incrível que pareça, não são somente os produtos de origem agrícola, de época ou sazonais que estão sujeitos às variações de demanda em certos períodos.
Aliás, no mundo inteiro há uma relativa correria ou nervosismo em fins de mês, e mais ainda em fins de trimestre, pois as metas têm de ser alcançadas e os números devem ser divulgados aos acionistas e nas bolsas de valores, caso a empresa tenha ações no mercado aberto.
No Brasil, este fenômeno era muito comum e fazia algum sentido na época da inflação galopante, onde todos os meses (e, em alguns casos, até semanas) havia alterações nas tabelas de preços.
Superada esta fase na década passada, o tal efeito da síndrome de fim de mês continua enraizado na nossa cultura, muito aquém dos outros países. E por quê?
Consultando diversos profissionais, já catalogamos as mais diversas respostas. Eis algumas, e até curiosas:
1 – O efeito tributação, onde impostos são recolhidos no mês em curso ou no próximo, assim todo e qualquer faturamento acaba sendo com a data do dia primeiro;
2 – Se a empresa recebe os produtos no dia primeiro, ela tem 30 dias para processar ou desovar este estoque e assim acaba fechando o mês com estoque menor;
3 – Como muitas programações de produção são ainda baseadas em um lote/mês, para compensar o tempo utilizado para mudanças de produto (“setup”), há um velho hábito, visando melhorar os indicadores de produtividade, de produzir os grandes lotes no início do mês, deixando-se para o final do mês os pequenos lotes. Assim, se o cliente compra dois ou mais produtos e quer receber tudo numa remessa só, pagando um único frete, e um destes produtos é de pequeno lote, nem preciso dizer que a empresa vai arrastar aquele estoque do de lote grande, até completar o pedido, faturar e entregar. O mesmo acontece se, no lugar dos dois produtos, são duas peças que vão alimentar uma linha de montagem.
4 – Outro fenômeno é que a maioria das empresas e até o Governo fazem o pagamento a seus funcionários em fim de mês ou até no dia 05 do mês seguinte. A partir daí, e como é hábito em algumas regiões, as donas de casa administram os recursos do lar, em especial a alimentação, indo a um supermercado nos cinco primeiros dias do mês, sendo mais comum num fim de semana, pois ir ao supermercado para alguns é um entretenimento e sempre há promoções. O que isto produz na cadeia de abastecimento? Um verdadeiro “chicote”.
Outra conseqüência desta concentração de consumo é o blefe que algumas empresas do varejo (e do atacado também) exercem sobre as indústrias. Muitas vezes, o varejo não repõe o seu estoque, dizendo que não vendeu e está abastecido ou até super estocado, o que não é verdade, mas este não abre os seus armazéns para comprovar. Como as indústrias precisam faturar para cumprir os seus compromissos, chega um dia, geralmente após o dia 25, que ela é obrigada a fazer as promoções para desovar o seu estoque e isso acaba causando um vício de todo mês aguardar o desespero de algumas indústrias e aí sim obter as maiores vantagens.
Por outro lado, observa-se, mais uma vez nos supermercados, que entre os dias 05 e 30, além destes estarem quase vazios – pois são feitas apenas as compras de emergência ou perecíveis – as promoções e descontos não atraem a maioria dos consumidores.
Certa vez, um treinando disse-me: “a mulher tem de comprar tudo para o mês de uma só vez, pois se sobrar dinheiro, o marido vai gastar com outras coisas, e aí se não tiver dinheiro suficiente para comprar alimentos no fim do mês, as crianças vão passar fome”.
Há também outras causas do fenômeno do fim do mês, tais como as falsas antecipações de uma exportação, apenas para evitar que o produto e a documentação não se atrasem para não perder o compromisso.
Na época da safra agrícola, esse “pico” de fim de mês gera uma falta crítica de caminhões, que acarreta em atrasos no escoamento da produção.
Bem, todas estas e outras razões que existem criam um efeito em cascata que vai até a fonte de matéria-prima: a estratégia de empurrar a produção baseada em previsões de vendas muitas vezes com dados históricos que simplesmente não acontecem, causando mais uma vez uma descrença nos sistemas “just-in-time” (hoje chamado de manufatura enxuta), kanban e outras ferramentas de puxar, CPFR (“collaborative planning, forecasting and replenishment”, previsão, planejamento e reabastecimento colaborativos) entre comércio e indústria. 
Mesmo com as informações “on-line” ou consultas via internet, um grande e concentrado consumo em poucos dias não estabiliza o abastecimento.  
(*) é fundador e diretor do Grupo IMAM, composto pelo Instituto IMAM, IMAM Consultoria e IMAM Feiras e Comércio. É autor de diversos livros e instrutor de cursos relacionados à área de logística.
Fonte: http://www.imam.com.br/revistaintralogistica/estrategias-de-gestao-da-manufatura/a-sindrome-do-fim-de-mes

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Paleteira manual -porta-paletes


Paleteira manual: mais usado.
Paleteira elétrica
A Paleteira manual é um equipamento utilizado para movimentação de paletes.
Ela possue três rodas. Uma roda no meio, logo abaixo da alavanca principal e outras duas situadas nas extremidades do garfo, que ajudam a dar sustentação. Essa alavanca principal, serve tanto para puxar / empurrar a paleteira, quanto para elevar o garfo, e é similar ao movimento de um macaco-jacaré, utilizado em borracharias para elevar carros.
A paleteira é operada por apenas uma pessoa, a qual é responsável por "manobrar", de modo que o seu garfo fique posicionado por baixo do palete, acionar a alavanca até que o palete perca o contato com o solo e depois movimentar o palete até o seu destino final. Para deixar o palete no local de destino, o operador precisa apenas apertar uma pequena alavanca, com a mão direita, similar ao freio de uma bicicleta.

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domingo, 25 de novembro de 2012

Telhados podem ajudar no crescimento sustentável

Ainda são poucas as empresas que enxergam o potencial do telhado de seus centros de distribuição e armazéns. Dessas poucas, muitas já conseguiram resultados importantes para o crescimento sustentável da operação. O blog pesquisou algumas das alternativas que podem ajudar sua empresa a dar uma função a mais ao telhado amplo e mal aproveitado do armazém.

Pinte de brancoÉ o que a prefeitura de Nova York está incentivando os moradores e as empresas a fazer com o telhado dos edifícios. Segundo eles, ao pintar o telhado de branco o prédio passa a atrair menos raios solares, o que diminuiria a temperatura interna em até 30%. A expectativa é reduzir o consumo de ar condicionado e as emissões de GEE (gases de efeito estufa).
Produza energiaNão é novidade o uso de placas fotovoltaicas em telhados para a produção de energia limpa, no entanto, ainda é algo pouco explorado no Brasil. Há exemplos em outros países com importantes resultados, como é o caso dos centros de distribuição da Ikea (rede de varejo de móveis), nos Estados Unidos. O primeiro CD a receber o sistema está localizado na Califórnia e, por meio de 7,9 mil painéis solares, produz 2,8 milhões de quilowatts-hora por ano. Isso representa uma redução de cerca 2,2 toneladas de emissões de CO2.
Telhado de gramaA nova fábrica da Leão, localizada em Fazenda Rio Grande no Paraná, resolveu inovar e instalar uma plantação de grama na cobertura do edifício, também com o objetivo de gerar isolamento térmico e reduzir o uso de ar condicionado, ventiladores e aquecedores. Esse e outros itens ajudaram a fábrica do grupo Coca-Cola a receber a certificação LEED, que garante o potencial sustentável do edifício.
Estocando águaOutra alternativa já adotada por alguns centros de distribuição é o uso do telhado para recolher água da chuva e encaminhar para reservatórios sob o solo. A iniciativa contribui para reduzir o consumo de água dos edifícios.
por Mauricio MirandaIMAM

Fonte: http://www.imam.com.br/revistaintralogistica/logistica-sustentavel/79-telhados-podem-ajudar-no-crescimento-sustentavel/item