quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Iluminação nos Armazéns – Ontem e Hoje


(*) Reinaldo Moura                                                                                                                               
A iluminação deficiente gera custos adicionais e compromete a produtividade dos colaboradores
A iluminação evoluiu das velas, em 3000 a.C., às tochas, aos lampiões, aos aparelhos de iluminação elétrica ou a gás. O que antes foi luxo, hoje é uma necessidade nos lares, nas empresas, nas áreas de entretenimento e nas principais vias, e com tantas opções, pode ser difícil determinar qual é a forma mais econômica para manter ao mínimo os custos dos serviços de fornecimento de energia elétrica, de manutenção e de reposição.
Muitas mudanças ocorreram na indústria da iluminação nos últimos 20 anos, mais notadamente nos últimos dois anos. Tradicionalmente, os armazéns em operação no início do século 20 utilizavam lâmpadas incandescentes. Nos anos 1950, foram as lâmpadas fluorescentes com reatores magnéticos; por volta dos anos 1960, tornaram-se populares as lâmpadas por Descarga de Alta Intensidade (HID). Isto foi seguido pela geração seguinte de HIDs nos anos 1970, lâmpadas de vapor de sódio a alta pressão e, finalmente, as de metal halide, nos anos 1980. Hoje, a maioria dos armazéns possui lâmpadas de metal halide de 460 Watts ou de vapor de sódio a alta pressão de 465 Watts. Elas são comparadas à nova geração de fluorescentes de 200 Watts.
As fluorescentes não conseguiram competir em eficiência e desempenho com as novas HIDs. As lâmpadas fluorescentes T12 desenvolvidas atualmente tornaram-se uma opção viável à iluminação HID depois que as séries de alto rendimento e de altíssimo rendimento foram introduzidas. A nova geração de fluorescentes, como a lâmpada T8 com reator eletrônico, foi o próximo passo no desenvolvimento da lâmpada T12 com reator magnético. Os armazéns que utilizavam iluminação antiga passaram a ter opção de reduzir seus custos em cerca de 75% e, ao mesmo tempo, melhorar a visibilidade e conservar energia. 
Com o avanço no desenvolvimento dos dispositivos de iluminação, outros aspectos também melhoraram. Os lumens por Watt aumentaram de 10 para mais de 100. Os índices de reprodução de cores aumentaram de 22 para mais de 80 e a eficiência dos dispositivos em geral aumentou de 50 para mais de 80. Com a evolução da iluminação, as pesquisas indicaram uma ligação entre seu uso à eficiência e à produtividade do funcionário.
Com o envelhecimento da força de trabalho, a iluminação adequada torna-se cada vez mais crítica. Os funcionários necessitam de iluminação de melhor qualidade com menos ofuscamento ao atingirem a meia idade ou mais. A nova geração de sistemas fluorescentes atendeu às necessidades fornecendo altos níveis de iluminação, excelente reprodução de cores, reduzindo substancialmente o ofuscamento, conhecido como Probabilidade de Conforto Visual (VCP).
A tecnologia de iluminação fluorescente passou de boa para excelente em apenas alguns anos. Atualmente, as empresas vêm fabricando a fluorescente T8 com uma camada de fósforo que possui um índice de reprodução de cores de 86. O foco passou de quantidade de luz para qualidade de luz. A T8 permite que mais luz saia da lâmpada proporcionando quantidade e qualidade.
A comparação do ciclo de vida dos diferentes tipos de lâmpadas também é crítica. A lâmpada T8 perde apenas 6% dos lumens iniciais e dura até 30 mil horas. As de metal halide perdem até 75% de seus lumens durante o seu ciclo de vida de 20 mil horas. Muitos armazéns utilizam as lâmpadas de metal halide e acabam pagando por 100 lumens, porém recebem apenas 25. Faz sentido aos gerentes de armazéns receber pelo que pagam e investir em iluminação de longa vida útil, eficiente e eficaz. As de sódio a alta pressão e sua desagradável cor laranja estão se tornando rapidamente parte do passado no setor de armazenagem.
A conservação de energia, assim como a automação e a criação de um ambiente de trabalho agradável, combinaram-se no avanço das tecnologias da iluminação fluorescente. O sensor de movimento atendeu a esta necessidade tanto para a eficiência da energia como para a simplicidade. Em um armazém convencional, um corredor é ocupado menos de 25% do tempo. Em grandes áreas de armazéns, em vez de consumir 460 Watts com uma lâmpada de metal halide 24 horas por dia, somente 200 Watts são consumidos 2 horas por dia com a utilização dos sensores de movimentos. Como conseqüência, estas luminárias duram muito mais tempo e exigem menos manutenção.
Em contraste, as lâmpadas de metal halide levam algum tempo para “aquecer” depois que são desligadas com base na ocupação da área e, portanto, são menos econômicas e práticas do que as lâmpadas fluorescentes com sensores.
Os fabricantes de lâmpadas de descarga de alta intensidade estão conquistando avanços com as lâmpadas de metal halide após a invenção da tecnologia de pulso de partida. Elas não perdem em termos de níveis de iluminação tanto quanto no passado, a alteração da cor não é perceptível, apresentam uma ligeira queda no consumo em Watts. Pelo fato destas lâmpadas exigirem novos reatores, é preciso avaliar um novo tipo de construção, embora ainda não sejam competitivas em relação às novas tecnologias das lâmpadas fluorescentes.
Em prédios refrigerados e com ar condicionado, o uso de lâmpadas ineficientes pode gerar custos adicionais. Para compensar o calor gerado a mais devido à ineficiência das lâmpadas que ficam acesas durante todo o horário de expediente, é necessário mais energia para manter o ambiente fresco. A carga sobre os equipamentos mais avançados de refrigeração pode provocar mais manutenção e também substituições mais freqüentes.
Os avanços tecnológicos na eficiência de energia são contínuos e evoluíram desde os tempos dos pavios e óleo para lampiões até as modernas luminárias. Considerando-se que a iluminação artificial é responsável por 40 a 50% do consumo de energia em prédios comerciais, faz sentido que os armazéns avaliem as luminárias atuais e explorem suas opções.                
(*) é fundador e diretor do Grupo IMAM, composto pelo Instituto IMAM, IMAM Consultoria e IMAM Feiras e Comércio. É autor de diversos livros e instrutor de cursos relacionados à área de logística.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sustentabilidade de ponta a ponta (end-to-end)


Mauricio Miranda 
WalmartEstava devendo um post sobre end-to-end ou sustentabilidade de ponta a ponta. Então vamos lá. O projeto criado no ano passado pelo Walmart Brasil tem o objetivo de analisar e reestruturar toda a cadeia de um produto, desde o nascimento do seu conceito até a distribuição, reduzindo ou eliminando serviços, materiais e insumos que agridem direta ou indiretamente o meio ambiente e a sociedade.
Para isso, é preciso reunir todos os integrantes da cadeia, como industria, prestadores de serviços (inclusive os de logística), fornecedores e varejo.
Mas não basta montar o projeto, dizer o que cada um tem que fazer e rezar para que dê certo. É preciso colocar a mão na massa. Realizar reuniões mensais ou quinzenais e estipular metas entre os envolvidos. E essas metas devem resultar em efeitos realmente relevantes para a cadeia.
Também não adianta produzir uma embalagem sustentável que ocupa menos espaço no caminhão de carga e, consequentemente, emite menos CO2, se o produto causa vício em seu consumidor ou prejudica a fertilização do solo. Deve haver um equilíbrio e uma preocupação com o todo.
Outros varejosPara não falar só do Walmart, vale a pena mostrar projetos similares ao end-to-end que as outras duas maiores varejistas do País, Pão Açúcar e Carrefour, estão desenvolvendo. O que nos leva a crer que o segmento tomou para si o desafio de criar uma cadeia de suprimentos mais sustentável.
Carrefour 5CsCarrefour desenvolveu o 5Cs (consumidor, colaborador, clima, comunidade e cadeia de distribuição) com metas e ações sustentáveis para cada um dos Cs. E já garantiu que o desenvolvimento sustentável é o condutor de expansão do negócio. Por isso, criou o selo “Garantia de origem Carrefour”, que informa para o consumidor os produtos que seguem o conceito de qualidade e têm responsabilidade socioambiental.
Já o Pão de Açúcar reuniu este mês 19 fornecedores para entregar a eles o prêmio Top Log de melhores políticas e práticas logísticas em 2009. E aproveitou a ocasião para convidar todos os fornecedores presentes (premiados e não premiados) para integrarem a co-construção da cadeia sustentável de valor no varejo. Uma das medidas é a inclusão de temas sustentáveis na avaliação dos premiadPão de Açucar Sócioambientalos Top Log, que já conta com rigorosos itens, como prazo de entrega, redução do valor de distribuição e garantia de produto na gôndola. 
Oportunidade para transportadorasAs transportadoras de carga que ainda não abriram os olhos para o efeito dessa mudança estão perdendo uma boa oportunidade. Investir em combustíveis alternativos e menos agressivos ao meio ambiente, oferecer qualidade de vida e cultura para os profissionais, reduzir os riscos de acidentes são itens cada vez mais solicitados pelas empresas contratantes.
Vale a pena procurar especialistas para identificar se esse investimento em sustentabilidade é válido para o seu negócio e qual é o melhor caminho para isso.

sábado, 13 de outubro de 2012

Curiosidades sobre iluminação de LED


A iluminação de LED (light-emitting diode ou diodo emissor de luz) tem se mostrado uma boa alternativa para reduzir o custo com energia elétrica e elevar de maneira eficiente o grau de claridade de armazéns e centros de distribuição. Por isso, o blog resolveu levantar algumas curiosidades sobre o tema. Confira.
Pontos escurosPor ser oito vezes mais eficiente do que as lâmpadas incandescentes, o sistema de iluminação por LED oferece menos pontos escuros na área iluminada. Um importante ponto a ser considerado pelos centros de distribuição, que sofrem para equalizar o nível de claridade.
Vida útilEmbora o tamanho das lâmpadas não diga muita coisa, a tecnologia instalada nos dispositivos de LED pode durar até 17 anos (dentro do padrão de uso de 8 horas por dia). Isso permite menos trocas de lâmpadas e menos falhas durante a operação.
EconomiaAlém de evitar a troca constante de lâmpadas, a versão LED é até 90% mais econômica do que a iluminação de lâmpadas incandescentes e até 20% se comparada com o modelo fluorescente.
Onde instalarHá diversos modelos de lâmpada de LED e muitos se adaptam a necessidade do ambiente. Há versões para áreas internas, como centro de distribuição, e para espaços externos, como estacionamentos ou áreas de embarque e desembarque de carga.
Onde encontrarAlgumas empresas já desenvolvem projetos de iluminação de LED para grandes ambientes, veja quais são elas.
.ASB Led
www.asbled.com.br 
por Mauricio MirandaIMAM

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Tenha as melhores práticas no transporte

melhores-praticas
O setor de transporte está passando por importantes mudanças. Os preços recordes dos combustíveis e as alterações das demandas de serviço ampliaram as capacidades dos modais rodoviário e ferroviário e provocaram aumento nos fretes.
Como resultado, o modelo tradicional de negociação baseado no preço entre embarcadores e transportadoras não é mais eficiente. O aumento dos fretes e a falta de capacidade está ficando cada vez mais desafiador para os embarcadores atenderem as exigências de entregas dentro do prazo.
As transportadoras estão hoje em melhor posição no uso de suas capacidades para atender as exigências de serviço e rentabilidade. Esta nova realidade está motivando os embarcadores a refinarem suas práticas de gerenciamento do transporte, levando-os a criar programas de colaboração com as transportadoras para a obtenção do controle de fretes e capacidades.
Como ponto de partida, é importante entender os principais elementos do modelo de custeio de uma transportadora e como este modelo é usado para classificar os embarcadores. Os maiores elementos de custo são os de retirada das mercadorias, da distância e da entrega. Outros elementos incluem os custos das reclamações, de escritório, indiretos e suplementares para o processamento das transações e fornecimento de serviços adicionais com valor agregado ao cliente.
O modelo de custeio produz um índice operacional. Este índice é igual às despesas diretas dividido pela receita operacional (quanto menor, melhor). As empresas de transporte usam esse modelo de custeio para classificar seus clientes. Os embarcadores com baixos volumes e altos índices operacionais são destacados a receber os maiores fretes.
Durante períodos de capacidade restrita, mesmo os maiores embarcadores, com altos índices operacionais, são pressionados pelas transportadoras a aceitarem aumentos de fretes maiores que no ano anterior.
Programa amigável
Existem dois componentes importantes para se tornar mais “amigável” com a transportadora. O primeiro é a criação de um programa de colaboração e o segundo é o uso eficiente da tecnologia.
Trate sua transportadora como se fosse seu cliente
O primeiro passo para tornar o frete atrativo é entender as necessidades da transportadora. Algumas ações específicas são apresentadas a seguir:
  • Facilite a movimentação de sua carga: as transportadoras procuram cargas paletizadas e embaladas que são mais fáceis de carregar para a maximização da utilização cúbica do veículo. A carga que puder ser movimentada por empilhadeiras economiza tempo e dinheiro. Estude a possibilidade de recursos para economizar o tempo da transportadora em ter que “cubar” a sua carga.
  • Reduza o custo das retiradas de mercadorias: sua carga deverá estar pronta para a retirada das mercadorias na chegada do motorista. Existem custos associados em manter o motorista esperando ou em ter uma série de caminhões em seu pátio ou fila. Se estiver entrando em uma época de pouco movimento e não precisar do mesmo número de veículos da transportadora, comunique a transportadora o mais rápido possível e avise-a para que ela possa designar estes caminhões para outros clientes. Para ser verdadeiramente pró-ativo, forneça à sua transportadora as previsões dos embarques regularmente. As previsões de capacidade ajudam as transportadoras a posicionarem os veículos e estabelecerem cronogramas de forma mais econômica e provendo tempo para arranjarem subcontratos (ou seja, agregados) durante os períodos de pico. Reavalie suas horas de operação e estude a possibilidade de iniciar o expediente mais cedo. Isto pode permitir que o transporte de cargas inferiores a um caminhão nas grandes cidades seja feito fora do horário de ‘pico’ e a transportadora faça suas entregas e retiradas mais cedo.
  • Reduza o custo de doca da transportadora: cargas que exigem classificação na doca aumentam ainda mais o custo para a transportadora. Garanta que sua carga e a documentação estejam de acordo. Garanta que o seu frete esteja bem etiquetado e bem embalado para reduzir as chances de excessos, faltas e avarias.
  • Reduza o custo do transporte (distância): reduza seus custos alavancando seu frete com as transportadoras que mais necessitem da rota de/para os locais onde você precisa de serviço e tenham a maioria das programações para estes destinos. Também fique aberto às opções de outros modos de transporte. Se conseguir negociar maior lead-time com seus clientes e fornecedores, o transporte intermodal poderá ser uma opção econômica para os embarques por caminhão em trajetos maiores que 800 km. Analise todas as opções, ou seja, intermodal, frota própria, frota dedicada, etc. Uma vez que os custos dos transportes diretos estão diretamente correlacionados ao volume (número de embarques ou de cargas), à distância, à densidade do frete e o espaço ocupado, sinta-se à vontade em compartilhar essas informações com suas transportadoras. Explore todas as opções para consolidação do frete enviando embarques maiores em determinados dias ou combinando o seu frete com o de outras empresas, subsidiárias ou até mesmo concorrentes.
  • Reduza o custo das entregas: uma vez que o seu custo total de frete inclui o custo de entrega, conheça os procedimentos de entrega no destino. Trabalhe junto com os clientes para reduzir o tempo e basicamente o custo dos produtos vendidos. Durante épocas de capacidade restrita, os programas de assistência ao motorista (por exemplo, ajuda aos motoristas para carga e descarga), as entregas em shoppings e residências são vistas negativamente por algumas transportadoras já que elas reduzem o número de entregas que o motorista poderia completar nesse dia. As transportadoras apreciam muito se você expandir suas “áreas de atuação” e permitir a elas uma certa flexibilidade nas entregas. Com o alto grau de congestionamento nas principais cidades, os intervalos de entregas restritos e as cláusulas de multa não permitem muita liberdade às transportadoras. Se você embarca para o varejo, verifique se suas transportadoras têm equipamentos na porta traseira, veículos adequados para entregas urbanas e estejam interessadas em distribuição no varejo. Veja com as transportadoras e clientes se as entregas podem ser feitas fora dos horários de pico (ou seja, à noite) quando o tráfego é menor. Seja mais amigável com as transportadoras conseguindo arranjar que seu cliente realize as funções de descarga e sortimento ou contratando um serviço de ajudante (“chapa”).
  • Pague suas transportadoras pontualmente: o fluxo de caixa é importante para toda transportadora. Pagando pontualmente (em menos de 30 dias, ou melhor, em 15 dias), sua empresa certamente ficará mais amigável com as transportadoras.
Use a tecnologia com eficiência
  • Compartilhe informações de capacidade com suas transportadoras eletronicamente: elabore modelos computadorizados de previsões de vendas e de capacidade de frete e transmita estas previsões a suas transportadoras regularmente. Um processo típico agregará a demanda por clientes, por embalagens, por pontos de embarque e por peso e volume.
  • Agilize o processo de cotação de preços: veja quando o seu sistema de transporte identifica novos pedidos. Procure fazer uma análise de seu processo de atendimento para que os pedidos sejam enviados diretamente do seu sistema para o sistema de gerenciamento de transporte (TMS).
  • Minimize o tempo de retorno à doca: os sistemas de gerenciamento de doca e do pátio estão ficando cada vez mais populares à medida que os embarcadores percebem a importância de deixar as transportadoras satisfeitas.
  • Aumente a flexibilidade de compromisso: muitas empresas estão permitindo que as transportadoras auto-programem os compromissos pela internet. Para que estas soluções valham a pena, é preciso ter a disciplina e os sistemas de suporte que permitam a você descarregar e carregar as transportadoras coerentemente dentro da janela de compromissos programada.
  • Use um sistema TMS para identificar as oportunidades de embarque colaborativo: utilize as capacidades de planejamento de embarques de seu TMS para garantir que ele possa identificar as necessidades de embarque colaborativo.
  • Automatize a comunicação com as transportadoras: a automatização do processo de comunicação com as transportadoras, desde a cotação de preços por meio do rastreamento até o pagamento, reduz os custos administrativos da transportadora e dos seus.
  • Agilize o pagamento: a auto-fatura permite que você classifique o conhecimento de embarque e pague a transportadora de acordo com as condições do contrato após a prova de entrega, sem receber o aviso da transportadora.
  • Centralize o processo de contratação: a adoção de um único ponto de contato ou uma única entidade de contrato para uma transportadora minimiza as necessidades de mão de obra. A criação de um processo de cotação otimizado para as transportadoras tornará menos oneroso para elas responderem à sua solicitação de proposta.
  • Adote contratos baseados em incentivos: pague pontualmente as transportadoras que atendam aos padrões das entregas dentro do prazo, de qualidade das informações sobre a situação dos embarques e dos outros serviços.
  • Implemente indicadores de desempenho: investigue a capacidade do seu TMS de dar suporte a indicadores de desempenho, tais como tempo de espera na doca, trabalho complementar dos motoristas e alteração dos pedidos. Estes dados pode ser usados para criar planos de ação e para o aumento da cordialidade nas relações com sua transportadora.
As principais mudanças que vêm por aí no setor de transporte estão provocando impacto significativo nas capacidades do transporte e impondo pressões logísticas. Os embarcadores estão fugindo das negociações competitivas e desenvolvendo estratégias para melhor entender as necessidades e os custos das transportadoras.
Os três ‘Cs’: Comunicação, Colaboração, Compromisso
Organize uma reunião com o presidente ou vice-diretor de operações de sua transportadora para discutir como trabalhar junto com mais eficiência. Uma vez identificadas as oportunidades de trabalho conjunto, colabore com ele na redução de seus custos e taxas. Prepare-se para comprometer certos trechos de tráfego a ele com base diária, semanal ou mensal em retribuição a um compromisso de capacidade.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Empilhadeira de célula de combustível de hidrogênio em atividade



Empilhadeira de célula de combustível em atividade

As empilhadeiras de célula de combustível de hidrogênio não são bem uma novidade, mas dificilmente se vê um projeto bem sucedido rodando nos centros de distribuição. O que é uma pena, pois a bateria tracionaria, por mais econômica que seja em um primeiro momento, não é a alternativa mais eficiente, ecológica e sustentável para o setor logístico. Foi o que concluiu a UNFI, um dos maiores distribuidores de alimentos orgânicos da América do Norte.
A empresa, que possui 27 operações entre os Estados Unidos e o Canadá e é reconhecida pela gestão sustentável de seus processos, resolveu colocar em prática as empilhadeiras movidas a hidrogênio em um dos centros de distribuição do Grupo, localizado em Sarasota, Flórida. O projeto, iniciado em 2011, já rendeu uma economia anual de 640.000 quilowatt/hora, além de elevar a rendimento do CD.
De acordo com Mike Garstka, gerente de operações da UNFI, um dos maiores ganhos com a nova versão de empilhadeiras foi a substituição do processo de reabastecimento. O que antes demandava horas para recarregar uma bateria, atualmente ocorre em cerca de três minutos, com o abastecimento de hidrogênio. Ainda segundo ele, o rendimento das empilhadeiras aumentou em média 5 horas, passando de uma janela de 5 a 7 horas para 10 a 12 horas.
Para Mike, as empilhadeiras de célula de combustível não apresentaram queda de potência durante as operações, pelo contrário, mesmo com 10% do tanque abastecido, as máquinas mantêm o nível de resposta e funcionalidade.
O retorno sobre o investimento, segundo a Nuvera, uma fabricante de sistema de célula de combustível a hidrogênio nos EUA, pode ocorrer em dois anos e o custo chega a ser 20% maior do a que aquisição de baterias tracionarias. O que nos leva a crer, que o custo no Brasil seria ainda maior, graças à atrasada carga tributaria à brasileira.
Neste vídeo (em inglês) é possível assistir às empilhadeiras abastecidas por hidrogênio em operação na UNFI.
por Mauricio MirandaIMAM
Fonte: http://www.imam.com.br/revistaintralogistica/logistica-sustentavel/80-empilhadeira-de-celula-de-combustivel-em-atividade/item


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Supply Chain do Futuro


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Empresas buscam cada vez mais eliminar o desperdício da cadeia de suprimentos para alcançar maior produtividade.
Com as margens cada vez menores e as ameaças de concorrências cada vez maiores, não é de se admirar que os grandes varejistas estejam procurando obter maior eficiência, e consequentemente lucro, em suas cadeias de suprimentos.

Existe uma clara necessidade de oferecer aos clientes mais motivos para gastarem seu dinheiro, focando o valor em vez de apenas o volume. Também existe o aumento da velocidade com que as coisas acontecem e a contínua necessidade de eliminar o desperdício dessa cadeia de suprimentos e alcançar maior produtividade.

Compartilhando a cultura
Há executivos preocupados com a forma como as empresas trocarão informação nas cadeias de suprimentos do futuro. Como estamos num mundo aberto, se alguns segredos dos negócios ainda continuam, é certo que muitos já foram revelados, e se pode aprender com as empresas com as quais se está competindo. Parece engraçado, mas quase sempre existe alguém melhor do que você.

supply-chain-2Outros acreditam no intercâmbio de dados na cadeia, mas seu foco está nos varejistas que vendem seus produtos. A questão que mais incomoda é que o grande esforço para ter dados acurados será uma parte importante da melhoria da cadeia de suprimentos.

Você não pode ter uma boa cadeia de suprimentos sem bons dados.

Se você tem 50% de dados que não agregam e multiplicar por todos os fornecedores que possui, pode perceber a extensão do problema. As empresas têm que ajustá-los e se certificar de que seus parceiros receberão a informação de alta qualidade em seus sistemas.

Foco no futuro
Os projetos da cadeia de suprimentos têm um papel chave para ajudar sua empresa a alcançar seus objetivos financeiros.

Muitas empresas já estão intensamente focadas no desenvolvimento da cadeia de suprimentos do futuro, trabalhando com seus parceiros para trocar informações eletronicamente. Elas acreditam que a RFID contribuirá muito para a ação de agregar valor às mercadorias.

Rastrear produtos por todo o seu ciclo de vida é um benefício identificado, com implicações importantes para a segurança do alimento. Há quatro anos, autoridades da Bélgica encontraram altos níveis de bactérias em alimentos animais. Isso levou os varejistas a limpar suas prateleiras de produtos como frangos, porcos, carnes bovinas,  ovos, entre outros.

Haverá um tempo em que a RFID poderá significar que todo o seu negócio vai estar totalmente focado no serviço ao cliente. Nas lojas, a tecnologia ajudará a evitar rupturas no abastecimento de produtos e permitirá que os varejistas melhorem sua gestão dos estoques.

Difícil de agradar
Os compradores exigentes podem ser difíceis de agradar – eles desejam produtos melhores, mais frescos, mais saborosos e mais saudáveis que não lhes custe mais, incluindo entrega em domicílio – mas todos na cadeia de suprimentos do varejo concordam que existe pouca opção além de trabalhar 24 horas por dia para tentar.

Os desejos dos consumidores devem ser objetivos. Mas somente o varejista poderá responder adequadamente se souber como interpretá-los.

Você não pode presumir que já tem determinada informação – nem mesmo se perguntar a seus clientes e esses lhe disserem claramente com o que se importam, essa será uma verdade absoluta.

Mesmo que os clientes indiquem uma preferência, quando produtos similares tornam-se disponíveis com um custo 30% mais barato, eles mudam suas preferências.

A conclusão é que você precisa de uma interpretação indireta do que os clientes desejam, não uma literal.

Tamanho único
Talvez isso nos ofereça uma visão de qual é a aparência da cadeia de suprimentos do futuro bem-sucedida.

Cada elemento que agrega valor ao produto final significa eliminar o desperdício, mas a verificação, mudanças constantes e adaptação para adequação das demandas dos clientes e as necessidades do momento apresentam um novo quadro, que é a direção na qual todos os negócios de sucesso estão caminhando.

A cadeia de suprimentos-padrão, otimizada e adaptada, está para morrer, dizem alguns especialistas. É muito cara para commodities e muito inflexível para produtos especiais.

Isso significa ser capaz de ter uma operação de baixo custo para produtos no extremo inferior e fazer altos níveis de investimento na cadeia de suprimentos.

A ideia aqui é que os consumidores estejam negociando para cima e para baixo. Enquanto a qualidade for boa o suficiente, eles focam o preço para bens de consumo que oferecem pouco valor diferenciado – detergentes e outros produtos de limpeza do lar oferecem um bom exemplo.

Ao mesmo tempo, estão dispostos a pagar um adicional por itens ou produtos de luxo que agregam valor real, coisas com as quais se engajam emocionalmente.

Fazer ou morrer
Isso significa, diferentes coisas para diferentes pessoas, e grande parte do trabalho de varejistas e fabricantes de produtos de consumo irá se concentrar na interpretação de uma variedade de sinais de demanda mais ampla do que nunca.

Estamos caminhando para um mundo de extremos. As empresas precisarão ser realmente boas em seu valor ou muito boas no extremo emocional e terão que mudar suas cadeias de suprimentos para manter-se no mercado.

Fonte: http://www.imam.com.br/revistaintralogistica/edicao-255/supply-chain-do-futuro

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Condomínios logísticos cada vez mais atraentes


Com o mercado em franco crescimento, esses empreendimentos tornam-se cada vez mais atraentes para seus futuros inquilinos
Condomínios Logísticos
Recentemente houve uma explosão no mercado imobiliário voltado à logística no Brasil. Um número sem precedentes de condomínios logísticos tem se espalhado pelo País para atender à demanda de empresas que buscam uma solução para as suas operações.

Esse fenômeno está levando ao aumento dessas instalações, localizadas em pontos estratégicos de escoamento, fugindo de centros urbanos para áreas industriais e de fácil acesso às principais rodovias.

“2010 foi um dos melhores anos para locação, alugamos 70 mil m2 para empresas de logística”, afirma Jeremy Smith, project manager da Hines, empresa que incorpora, identifica o projeto, financia, gerencia, aluga e administra condomínios logísticos.

“Os condomínios logísticos, sobretudo na região de Campinas, onde a Qopp atua, estão sendo projetados e construídos para atender a uma demanda existente e crescente por áreas flexíveis, com baixo custo de ocupação, localização estratégica e que ofereçam a segurança que as empresas não encontram em imóveis convencionais fora de condomínios”, completa Carlos F. Corsini, diretor da Qopp, incorporadora do grupo Breico.
Os condomínios logísticos da Capital Realty, por exemplo, oferecem uma estrutura predial moderna e alinhada às necessidades de operações do cliente (“built-to-suit”). “Nossos armazéns têm pé-direito de 12,5 m livre, o que permite a verticalização das operações, capacidade de piso para 6 t/m², plataformas niveladoras de docas, além de todas as facilidades de infraestrutura diferenciada que permitem às empresas instaladas usufruírem de serviços compartilhados em um único local”, diz o diretor Rodrigo Demeterco.

Para a incorporadora SDI, também há vantagens para as construtoras e investidores desse ramo. “A empresa que opta pela construção de um condomínio logístico não está engessada, pode locar um único módulo ou o condomínio todo”, completa Dario de Abreu Pereira Neto, sócio-diretor da SDI.

Por esses e outros motivos, a IMAM Consultoria promoveu, no mês de junho, um seminário sobre condomínios logísticos. Durante o evento, do qual participaram dezenas empresas do ramo da logística, foram discutidas quatro temáticas importantes sobre o assunto.
Vantagens
Segundo André Gavazza, gerente de incorporação da GR Properties, para os inquilinos existem diversas vantagens em se instalarem dentro de um condomínio logístico, tais como:
- rateio de custos com manutenção, limpeza e jardinagem das áreas comuns;
- rateio dos custos com segurança e portaria (controle de acesso);
- utilização das áreas de apoio como restaurante, cafeteria, salas de reunião, sala de treinamento, ambulatório entre outros;
- localização e visibilidade, o condomínio torna-se referência na região;
- administração profissional;
- flexibilidade de expansão da operação sem mudança de endereço;

Estrutura
A abertura ficou a cargo de Sérgio Grossi de Oliveira, diretor da SGO, empresa que projeta, constrói, e administra os condomínios. Ele discutiu o tema “Condomínios logísticos e industriais: do projeto à operação”.

O primeiro ponto abordado por Grossi foi como é feita a escolha do local onde se vai construir um condomínio logístico. Segundo ele, é preciso levar em conta a opinião do investidor, o preço tem que ser compatível com o negócio, tem que haver a possibilidade de licenciamento rápido e uma facilidade de locação.

“A grande dificuldade na escolha do local é justamente encontrar áreas disponíveis próximas aos grandes centros de consumo, e em vias de acesso fácil”, comenta Mario Michel Cury, sócio-diretor da Capecce Cury Engenharia.

Condomínios LogísticosA distância entre os principais pontos de distribuição no interior do Brasil também tem se tornado uma vantagem para os condomínios logísticos, pois as empresas que não têm interesse em adquirir novos ativos recorrem aos condomínios logísticos para estocar e distribuir suas mercadorias sem precisar enfrentar grandes distâncias. Por esse motivo, os empreendimentos dessas regiões procuram se aproximar de rodovias interligadas aos demais estados.

Seguindo essa mesma linha, Rodrigo Marinho, o coordenador de desenvolvimento da GL Empreendimentos explica que sua empresa sempre acompanha a evolução do mercado, através de estudos e análises, e avalia regiões onde há demanda por empreendimentos logístico-industriais.

As empresas da região Sudeste, principalmente do estado de São Paulo, estão buscando alternativas para fugir das restrições à circulação de veículos de cargas e ao embarque de mercadorias nos aeroportos sobrecarregados. Essa realidade tem feito muitos empresários do setor imobiliário investirem no segmento, com foco no interior paulista e nas cidades-satélites à capital. Mesmo para quem está fora do eixo Rio-São Paulo, os condomínios logísticos têm se tornado uma alternativa para reduzir os custos com fretes, driblar restrições e otimizar a gestão de transporte.

“Com empreendimentos de diversos investidores, comercializamos e/ou administramos condomínios implantados em várias áreas do País: Contagem, Vespasiano e Uberlândia, em Minas Gerais; Rio de Janeiro, Campos e Piraí, no Rio de Janeiro; Serra, Linhares e Viana, no Espírito Santo; Cajamar, Jundiaí, Sumaré, Guarulhos e Campinas, em São Paulo; Gama e Taguatinga, no Distrito Federal; Goiânia, em Goiás; Benevides”, afirma Wilson Garbero Junior,  diretor superintendente da Almi.

Condomínios LogísticosAinda segundo Sérgio Grossi existem dois tipos de condomínios logísticos:
Monousuário: galpões individuais para atender um único cliente (especulativos ou “built-to-suit”).

A construção sob encomenda (built-to-suit), tende a ter características construtivas e especificações para atender a necessidade de produção/logística do cliente, deixando o imóvel mais personalizado e menos abrangente para o mercado, quando vier a vagar.

Flex: galpões modulares que podem ser utilizados individualmente ou agrupados. Geralmente são especulativos.

Os condomínios industriais e logísticos geralmente são incorporados por investidores especulativos, ou seja, que constroem para lançar o espaço ao
mercado, sem a garantia da pré-locação. Dessa forma, o empreendimento deve ter uma característica construtiva flexível, de modo que atenda a diversas atividades e demandas de tamanho.

Condomínios Logísticos“Há casos em que o investidor tem um terreno onde ele alavanca o empreendimento com uma construção modular especulativa e reserva uma área para construção sob encomenda. Os conservadores preferem inverter essa sequência, porém, o primeiro exemplo tende a ter mais velocidade na absorção e alavancagem do projeto”, afirma Simone Santos, diretora de serviços corporativos da Herzog.

Os condomínios logísticos também podem ser classificados, de acordo com sua utilização, em:
·Armazéns: projetado em modulações que permitem receber estruturas porta-paletes (ideal para atacadistas, operadores logísticos, etc).

Cross-docking: projetado para movimentação de carga sem considerar estocagem (ideal para transportadoras).

Misto: armazéns com propóstios diversos, ideal para CDs de grandes redes de varejo.
Industrial “Plug & Play”: preparado para ser customizado podendo ser utilizado por vários tipos de indústrias, principalmente manufaturas.
Espaço coletivo
Quem passa muito tempo em um condomínio logístico já não pensa que a única vantagem de estar ali seja a localização estratégica. Sente falta de serviços, comércio, alimentação de qualidade e, por que não, lazer. Por isso, muitos empreendimentos estão investindo em melhorias de infraestrutura, criando novos serviços. Alguns, inclusive, podem levar o título de pequenas cidades, porque estão equipados com várias facilidades.

Gilson Schilis, diretor da Fulwood, empresa que incorpora e faz a gestão de condomínios logísticos, afirma que sua empresa busca sempre atender às necessidades de seus clientes. “Todos os nossos condomínios podem ser facilmente adaptados de acordo com cada inquilino. Alguns de nossos principais atrativos são: sistema de segurança completo, refeitório, salas de reunião, auditório, sala de descanso para motoristas com banheiro próprio, sala de gerência e administração, sala de manutenção e atendimento aos condôminos, heliponto, estacionamento externo para ônibus, instalação de gerador e coleta seletiva de lixo”.

Brasil x Mundo
Gráfico - Matriz de transporte, comparação entre o Brasil e outros paísesA segunda parte do seminário foi apresentada por Leandro Abreu, gerente de desenvolvimento da GWI, empresa de empreendimentos imobiliários especializada em aquisição. Ele apresentou o tema: “Condomínios Logísticos no Brasil e no Mundo”, comparando os condomínios do Brasil com outros países.

No Brasil, os pequenos condomínios comerciais começaram a ganhar impulso na década de 1990, notadamente em São Paulo, para burlar o adensamento do tráfego de veículos que assolava a capital. Agora que os polos produtivos estão migrando para longe dos centros urbanos, entre as razões que ajudaram a impulsionar os condomínios estão a localização próximo a pontos onde a malha viária colabora para a distribuição de carga e a demanda por serviços de administração patrimonial.

Porém, mesmo com esse crescimento e descentralização dos condomínios logísticos no País, seus números ainda não se equiparam aos de países como México ou Estados Unidos, por exemplo. Enquanto que no Brasil o estoque de galpões é de 8.150.000 m2, o mexicano é de 44.376.000 m2 (cinco vezes maior) e o norteamericano é de 297.200.000 m2  (36 vezes maior).

Para Leandro, um dos principais motivos para essa diferença tão grande é a falta de investimento nos meios de transporte para escoar esse estoque dos galpões para seus destinos finais.

Para escolher as áreas em que serão construídos os condomínios logísticos, a Capital Realty sempre realiza um estudo de viabilidade que, entre outros fatores, leva em consideração as demandas de seus clientes. “Uma das principais é a facilidade de escoamento de mercadorias. Para um centro logístico é importante estar próximo a portos, aeroportos, rodovias e ferrovias”, afirma Rodrigo Demeterco.

Sustentabilidade
Marino Mário da Silva, diretor comercial da Retha, empresa que atua na idealização, elaboração de projetos, construção em parceria, implantação, administração e comercialização (locação e venda) de condomínios industriais e logísticos, debateu um tema muito importante durante o seminário: “Sustentabilidade nos condomínios industriais e logísticos”.

As empresas de empreendimentos logísticos também estão preocupadas em melhorar a infraestrutura básica dos condomínios, como o fornecimento de água, energia elétrica e sistema de telefonia, optando cada vez mais por soluções modernas e alternativas, que sejam ambientalmente corretas.

“No caso dos condomínios logísticos, ainda não há como numerar os empreendimentos que são totalmente sustentáveis, mas é possível notarmos e reconhecermos empreendimentos que caminham rumo à sustentabilidade adotando tais práticas”, afirma Marino.

A construção civil é o segmento que mais consome matérias-primas e recursos naturais no planeta e é o terceiro maior responsável pela emissão de gases do efeito estufa à atmosfera. Portanto, essa área tem papel fundamental na redução de impactos sobre o meio ambiente, de forma a reverter o quadro de degradação ambiental, e para preservar os recursos naturais para as  próximas gerações.

Em seus condomínios, a Retha utiliza várias práticas que tornam seus galpões ambientalmente corretos. Entre elas estão:
Reuso de água pluvial: a água de reuso abastece os vasos sanitários e é usada para a limpeza das áreas comuns e manutenção dos jardins. As torneiras da água de reuso, espalhadas pela área comum, precisam de uma chave específica para seu funcionamento. Isso impede o uso indevido, já que não se trata de água potável. 

Estação de tratamento de efluentes: 98% de tratamento das impurezas
Válvula para mictório de fechamento automático: diminui o desperdício de água. Seu acionamento é automático temporizado, liberando apenas a quantidade necessária para cada uso. Garante a economia de até 55% de água.

Torneira com fechamento automático: seu acionamento é automático temporizado, liberando apenas quantidade necessária para cada uso. Também garante a economia de até 55% de água.

Válvula de descarga duo: com opção de meia descarga e descarga completa, que economiza até 40% de água.
Sistema de escoamento das águas pluviais: a coleta da água das ruas e pátios dos condomínios é direcionada para reservatórios e aos poucos jogada na galeria. Isso impede que o condomínio jogue um volume de água muito grande  na galeria, não contribuindo então para possíveis inundações.
A Retha tem uma estação de tratamento de efluentes em todos seus condomíniosO que muitos condomínios logísticos estão buscando atualmente, dentro dessa área da sustentabilidade, é o certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que é considerado o mais alto padrão na avaliação socioambiental e no reconhecimento de empreendimentos projetados e operados visando à diminuição dos impactos ao meio ambiente. 

O LEED é um sistema desenvolvido pelo United States Green Building Council que orienta, padroniza, mensura, classifica e certifica os “green buildings”, documentando adequadamente cada tipo de edificação e integrando fases de projeto, construção e utilização. O órgão identifica as soluções sustentáveis de uma construção e avalia seu desempenho em variáveis como: espaço sustentável, eficiência no uso de água e de energia, uso de materiais e recursos, qualidade ambiental interna e inovação e processos.
Condomínio em Belford Roxo (RJ), constuído pela Hines, em parceia com a Libercon
Hailton Liberatore, diretor técnico e comercial da Libercon, explica que sua empresa já possui empreendimentos com certificação LEED. “Um condomínio já tem certificado selo ‘gold’ e outros dois estão em certificação. Sempre adotamos práticas sustentáveis em nossas obras – como geração de Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, reutilização e reaproveitamento de materiais, etc. – mesmo nas que não serão certificadas como ‘green building’”, destaca.

Mercado
Finalizando o seminário, Clarisse Etcheverry, diretora de desenvolvimento da Prosperitas, empresa que criou o CLB (Centro Logístico Brasil - marca que atua em todo território nacional na terceirização imobiliária, através da construção, aluguel e aquisição de condomínios logísticos), apresentou o tema: “O mercado de galpões para logística”.

Segundo a análise da Prosperitas, os maiores mercados industriais incluem as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, onde estão núcleos populacionais, que levam altos índices de consumo e são considerados mercados primários.
Com investimentos públicos e privados em portos e crescimento do poder de consumo, algumas regiões surgem como importantes mercados secundários, onde Recife se destaca, seguido por Manaus, Fortaleza, Vitória, Porto Alegre, entre outros. A expansão de varejos em novos mercados leva a uma criação de demanda por espaços logísticos.

Para  Patrick Samuel, gerente industrial da Colliers, empresa que oferece consultoria imobiliária, o mercado de condomínios logísticos tem vivido um crescimento acentuado, principalmente nos últimos três anos. “Em 2010, o estoque cresceu 17% (em m²) e a previsão é que tenhamos um novo crescimento de aproximadamente 20% em 2011”, afirma. 

“Os condomínios logísticos se beneficiaram da forte demanda nos últimos anos, impulsionada pelo aquecimento da economia. De 2009 para 2010, houve um crescimento de 9% no total de m2 construídos, chegando a 4.167.000 m2 nas regiões monitoradas pela CBRE (São Paulo e Campinas). Atualmente, muitas incorporadoras e investidores entendem que a falta de equipamentos modernos e a demanda aquecida proporcionam um bom ambiente para a construção de novos condomínios com melhores especificações técnicas e boa taxa de retorno sobre o investimento”, diz Marcos Montandon Junior, diretor comercial da incorporadora CBRE.

Para o diretor Paulo Godoy, da Airportown, empresa que constrói, aluga e administra condomínios logísticos, a demanda é maior que a oferta. “Hoje o número de vacância nessas regiões é quase nulo”, afirma.

Com a mesma opinião, Sérgio Fischer, diretor da MRV Log, empresa que constrói, administra e aluga condomínios, o Brasil ainda é carente de boas opções de condomínios logísticos. “Por isso há uma grande demanda por este tipo empreendimento. O mercado cresceu muito e a oferta não conseguiu acompanhar a demanda”, completa.